Sedentarismo e a preguiça

Pode parecer que para quem já pratica esportes tudo é fácil, mas a verdade é que a preguiça bate na porta de todo mundo — inclusive na minha.

​Hoje, eu divido minha rotina entre o Jiu-Jitsu, a corrida, a bicicleta e a musculação. Olhando assim, parece que sou uma máquina de motivação, né? Mas a real é que, em muitos dias, o sofá parece muito mais atraente que o tatame ou a pista.

​O segredo que aprendi é que a motivação é passageira, mas a disciplina é o que nos mantém no caminho. Mesmo sendo um entusiasta da vida ativa, eu também tenho que "negociar" comigo mesmo para calçar o tênis ou vestir o kimono. O que me faz levantar é saber que o benefício de longo prazo — aquela sensação de dever cumprido e a saúde que estou construindo para o meu futuro — vale muito mais do que 30 minutos extras de preguiça agora.

Mas você sabia que o sedentarismo já é considerado uma das maiores ameaças à saúde pública mundial? Passar horas sentado e não praticar nenhum tipo de atividade física pode ser tão prejudicial quanto o tabagismo.

​Muitas vezes, a rotina corrida nos faz esquecer que o corpo humano foi desenhado para o movimento. Quando paramos, o corpo "enferruja", abrindo portas para doenças crônicas, ganho de peso e baixa disposição.

​Por que se exercitar é vital com o passar dos anos?

​Se praticar exercícios é importante na juventude, no envelhecimento torna-se uma questão de sobrevivência e autonomia. Veja os principais motivos:

  • Manutenção da Massa Muscular: Com a idade, sofremos a perda natural de músculos (sarcopenia). A musculação e exercícios de força são os únicos capazes de frear esse processo.

  • Saúde dos Ossos: A atividade física fortalece a densidade óssea, prevenindo a osteoporose e o risco de fraturas graves.

  • Independência e Equilíbrio: Exercitar-se melhora a coordenação, o que evita quedas e garante que você consiga realizar tarefas simples do dia a dia sozinho por muito mais tempo.

  • Saúde Mental e Cognitiva: O movimento libera endorfina e melhora a circulação cerebral, combatendo a depressão e prevenindo doenças como o Alzheimer.

​Como começar a sair da inércia?

​Não é preciso virar um atleta da noite para o dia. O foco deve ser em qualidade de vida e longevidade. Pequenas mudanças, como caminhadas diárias ou alongamentos, já combatem os riscos do sedentarismo.

Dica de ouro: O melhor exercício é aquele que você consegue manter com constância. Procure algo que te dê prazer!


Os meus pacientes sabem que sempre podemos construir um caminho de cuidado juntos.